— A trama.

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— A trama.

Mensagem por Fama em Seg Set 28, 2015 11:23 pm

di istori
— 2014, 01/01.

Era ano novo no Rio de Janeiro, a terra abençoada por Deus e bonita por natureza. A festa rolava solta pela Cidade de Deus, a maior parte dos moradores estava fora de casa, comemorando em uma união inacreditável. Lorrayne, a mais rica das mulheres da favela, perambulava pela rua seguida por sua filha, Sabrina, e por seu marido, Caio. Sua felicidade era falsa, claro. Com a chegada dos “gringos” seu trabalho de manter a policia longe havia se tornado mais difícil. Alguns dias antes, o policial Alexandre Meirelles tinha dado as caras no morro, a procura de alguns dos traficantes mais perigosos do Brasil, Juca Silva e Josival Pereira.

A copa do mundo preocupava todos os moradores do Rio, principalmente aqueles que residiam na favela mais perigosa da cidade. O medo de serem invadidos pela policia fez todos voltarem para casa assim que a meia-noite chegou, e assim que o barulho dos tiros começou, as luzes se apagaram.

— 2014, 02/01.

Os corpos eram retirados da rua, mais de 50 mortos e 20 feridos eram levados embora. Entre eles, Josival Pereira, o parceiro de Juca. O luto dos moradores era impressionante, até Sabrina chorava pelos cantos pela morte de seu amante. Aqueles que conseguiram se mantiver vivos tentavam limpar o sangue das paredes e calçadas.

Os repórteres não paravam de chegar, e quantos mais apareciam, mais irritada ficava Lorrayne. Os moradores avançavam nos jornalistas como se eles fossem animais mortos em uma floresta cheia de Leões. Os que mais ansiavam pela fama inventavam mentiras para aparecer nos jornais do país inteiro. — Oh, está sendo muito difícil superar a morte de... — Mentiu Alexia , olhando para os lados a procura de ideias para o nome de sua “mãe”. — Larissa, minha mãe. — Ela era mais uma das loucas pela fama e pelo dinheiro que viviam pelas redondezas do local do massacre, diferente das que já tinham fama, como Sabrina, uma Mc com a fama razoavelmente alta.  A moça foi interrompida por Charlotte, que tirou o microfone da mão dela. — Está gravando? Oh, ok. Gostaria de relatar que aconteceu uma tragédia pior que essa, eu perdi todo o meu dinheiro e gostaria que me doassem ou encontrassem a minha bolsa, obrigada. — A gringa foi empurrada junto de Alexia para a multidão, já que ninguém havia intendido uma palavra de sua frase.

Enquanto a população se preocupava com as historias falsas que conquistavam os jornalistas cada vez mais, a família dos Santos cuidava dos ferimentos de Juca, uma das únicas vitimas que não estava em estado grave. — Eu não aguento ficar vendo vocês terminarem de foder com o Juca. — Resmungou Lorrayne, saindo de sua casa e indo até o lugar de maior concentração de repórteres, pegando um dos microfones. — É oficial. A guerra começou. — Gritou no microfone, sendo focada por todas as câmeras presentes.endo focada por todas as câmeras presentes.
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